• Higor Salles | Canal 8

Atualização: Campinas soma 57 casos de sarampo

Apesar da queda no número de registros a secretaria informou que ainda é precoce afirmar que há uma queda dos casos na cidade

Vacinação segue nos postos de saúde. Foto: Foto: Fernanda Sunega (Prefeitura de Campinas)

A secretaria de Saúde divulgou no final da manhã desta quinta-feira (19) a atualização dos novos casos de sarampo em Campinas. Até agora foram notificados 57 casos, três a mais do que o divulgado na semana passada.  

Dos 57 casos, 19 são em menores de um ano; 16 são em crianças entre 1 ano e 4 anos; 3 em crianças entre 5 e 9 anos; 1 entre 10 e 14 anos; 3 entre 15 a 19 anos; outros 10 são em adultos na faixa etária entre 20 e 34 anos; e 5 são na faixa entre 35 e 49 anos de idade. Não foram registrados óbitos pela doença.

Apesar do número menor de registro entre a semana retrasada e a passada, houve um crescimento de 45% nos casos, nesta semana em relação à passada a alta foi de 5,5% - a secretaria informou que ainda é precoce afirmar que há uma queda dos casos na cidade. As notificações estão diminuindo, mas é preciso aguardar.

"Ainda estamos em um momento em que as notificações surgem no dia a dia. O sarampo tem notificação compulsória e os dados que trabalhamos é do início de sintomas. Notamos uma leve queda mas ainda não dá pra afirmar nada", avaliou enfermeira Devisa (Departamento de Vigilância em Saúde) Ana Cecília Zuiani Zocolotti.

VACINA É ESSENCIAL

A vacina está disponível em todos os Centros de Saúde de Campinas, de graça. Segundo o Devisa, é fundamental proteger, neste momento, crianças entre seis meses e um ano de vida (com a chamada dose zero). E a vacinação de rotina, prevista no calendário vacinal, aos doze e quinze meses, deve ser mantida independentemente de a criança ter tomado a dose zero. Adolescentes e adultos também devem manter em dia a carteira de vacinas. Quem não tem o documento, deve procurar um Centro de Saúde para orientações.

"A vacina é a única forma de interromper a cadeia de transmissão do vírus. A maior parte dos acometidos pelo sarampo é de crianças menores de 1 ano, período em que as taxas de complicações e óbitos são maiores porque o sistema imunológico do bebê responde com menos intensidade ao vírus", diz a diretora do Devisa, Andrea von Zuben.  

MEDIDAS  

A secretaria informou que nos casos registrados na cidade, antes mesmo da confirmação por exames de laboratório, foram desencadeadas as medidas preconizadas, que incluem o afastamento social dos suspeitos durante o período de transmissibilidade e a identificação e bloqueio vacinal das pessoas que tiveram contato com os casos. A intenção é interromper a cadeia de transmissão, evitando assim a ocorrência de casos secundários.  

Já foram aplicadas 9.655 doses contra o sarampo em ações de bloqueio, desde julho. Em crianças de seis meses a 1 ano, foram feitas 5.066 vacinas, desde 8 de agosto. No total, considerando bloqueios, a intensificação em menores de 1 ano e as vacinas na rotina, desde janeiro, foram aplicadas mais de 74.838 doses contra o sarampo no município.  

O QUE FAZER

Pessoas com sintomas suspeitos de sarampo, devem procurar imediatamente o atendimento médico e manter o afastamento social. Os sinais da doença incluem febre, conjuntivite, tosse, coriza e vermelhidão no corpo.  

Diante da circulação do vírus não apenas em Campinas mas em vários outros municípios e estados, profissionais de saúde devem ficar atentos quanto a identificação precoce de casos suspeitos, notificação imediata à Vigilância em Saúde e orientação ao paciente quanto à necessidade de afastamento social. A notificação precoce dos casos suspeitos, que é compulsória, permite que as medidas de prevenção e controle apropriadas possam ser adotadas pela Vigilância em Saúde rapidamente.  

NO PAÍS

Após ter sido considerado eliminado no Brasil, o sarampo voltou a registrar casos no país em 2018, inicialmente em Roraima e no Amazonas. Neste momento, São Paulo é o estado com o maior número de casos, com 4.299 notificações confirmadas (até 18/09). Três pessoas morreram no Estado: um homem de 42 anos, sem histórico de vacinação, e dois bebês. Os dados são relativos ao ano de 2019.  

O impulso para o retorno da doença foi a entrada de casos importados e a baixa cobertura vacinal no Brasil. A situação fez o Brasil perder o certificado de país livre da doença, o qual havia sido entregue pela Organização Panamericana de Saúde (Opas) em 2016. Contribuiu também a disseminação de informações falsas sobre a vacina.


Fonte: Acidade ON

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