• Higor Salles | Canal 8

Chuvas recuperam reservas e tranquilizam para estiagem


Represa Atibainha, que integra o Sistema Cantareira (Foto: Divulgação / Governo do Estado de São Paulo)

O volume de chuvas nos dois primeiros meses do ano deixa um saldo positivo para a região de Campinas e permite que os especialistas e gestores de abastecimento façam previsões otimistas, principalmente para o período seco. Os índices pluviométricos explicam o clima de confiança. Só no Sistema Cantareira, composto por reservatórios que atendem a RMC e a capital, a precipitação foi de mais de 313 mm, 52% acima da média histórica de fevereiro.

O total de chuvas nas represas é o maior desde 2016. Com isso, o manancial registrou 58,7% de volume útil armazenado até o final do segundo mês de 2020. E o nível atual permite que bons cenários sejam traçados para o resto do ano. Para o coordenador de Projetos do Consórcio dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí, José César Saad, o ideal é que o Cantareira chegue a 65% no fim de março para que tenha fôlego suficiente para passar pelos meses de estiagem.

“Esperamos que até o fim de março atinja o mínimo de 65% em razão da baixa necessidade de se liberar água para a região, que teve muita chuva, e também pelo fato da Grande São Paulo estar com outros reservatórios cheios”, afirma.

Com o sistema em boa situação, menos volume foi liberado para as cidades da região. Campinas, por exemplo, capta água do Atibaia, rio que fechou fevereiro em estado de alerta por conta da chance de extravasamento em alguns trechos. Por esse motivo, o coordenador de assessoria de imprensa da Sanasa, Marcos Lodi, também se mostra positivo e prevê um percentual até maior, de 70%, por conta da possibilidade de mais precipitações em março, abril e também maio.

“É uma situação muito confortável, principalmente porque ainda teremos chuvas em março, abril e maio. E isso vai levar o sistema a 70%. Então, a situação de Campinas em relação ao Cantareira está muito confortável”, diz.

Além do Atibaia, a vazão de 58,1 m³/s do Jaguari, em Jaguariúna, também ajuda a explicar o que aconteceu em dois meses na RMC. O nível fez o rio atingir a cota de emergência. Ou seja, também existe a chance de transbordamento. Alagamentos e enchentes, aliás, foram comuns no início de 2020. Por conta dos temporais, bairros foram inundados em municípios como Capivari e Monte Mor. Famílias ficaram desabrigadas e diversos prejuízos foram registrados.


Fonte: CBN Campinas

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