Demanda faz Campinas ajustar leitos de UTI


O uso de 100% dos leitos de terapia intensiva não destinados a pacientes da covid-19 nos últimos dias faz Campinas buscar um ajuste nas vagas municipais. Atualmente, são 56 para atendimento a outras enfermidades, como acidentes de trânsito e grandes cirurgias, mas a cidade pretende voltar às 90 anteriores.

A intenção foi revelada pelo secretário de Saúde, Carmino de Souza, que diz que as UTIs precisam ser readequadas sem esquecer a necessidade pela pandemia. “A ocupação é total e nós não vamos deixar sem atendimento, assim como com a covid-19. Nós vamos fazer nas próximas semanas uma reformatação”, alega.

Mesmo com a pressão por disponibilidade de unidades para outras situações, o município não pode abrir mão do espaço a infectados pelo novo coronavírus. É exigência do Estado que haja uma quantidade mínima de leitos de covid-19 para que os locais sejam classificados conforme as fases do Plano São Paulo.

Por esse motivo, segundo o prefeito Jonas Donizette, a Frente Nacional dos Prefeitos, presidida por ele, busca uma alteração do índice junto ao governo. “Se ocupar todos os de covid-19, temos que voltar para a fase vermelha. Talvez uma diminuição percentual ajude a ajustar entre as duas modalidades”, diz.

No caso das vagas de enfermaria geral, segundo o município, as adequações às demandas são mais simples de fazer por conta do número maior de leitos. A situação mais confortável é fruto da contratação e da parceria feitas junto às unidades de saúde particulares de Campinas desde o início da epidemia.


Fonte: CBN Campinas

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