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  • Higor Salles | Canal 8

Emprego na indústria da região fecha 1,6 mil postos

De acordo com o Ciesp, no ano há um acumulado de -2,47%, representando uma queda de aproximadamente 3,9 mil postos de trabalho


Linha de montagem de veículo. Foto: Gilson Abreu / FIEP

O nível de emprego industrial na Diretoria Regional do Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo) em Campinas apresentou resultado negativo no mês de agosto/2019. A variação ficou em -1,06%, o que significou uma queda de aproximadamente 1.650 postos de trabalho. Os números fazem parte das Pesquisas Nível de Emprego, Sondagem Industrial e Balança Comercial Regional.

De acordo com o órgão, no ano há um acumulado de -2,47%, representando uma queda de aproximadamente 3,9 mil postos de trabalho. Nos últimos 12 meses, o acumulado é de -2,78%, representando uma queda de aproximadamente 4,4 postos de trabalho.

Para o diretor em exercício do Ciesp-Campinas, José Henrique Toledo Corrêa, essas demissões refletem ainda um momento de adequação das empresas ao ritmo do mercado, ainda desaquecido, "Mas outros indicadores da nossa Sondagem Industrial, como produção e vendas, apontam para uma retomada futura".   

José Henrique acrescentou que é importante se atentar, para o fato que as demissões de agosto estão distribuídas por todas as empresas e não apenas em um segmento específico ou grupo restrito.

O nível de emprego industrial no mês de agosto/2019 foi influenciado pelas variações negativas de Equipamentos de Informática, Produtos Eletrônicos e Ópticos (-9,31%); Produtos de Borracha e de Material Plástico (-2,39%); Produtos de Minerais Não-Metálicos (-2,28%) e Veículos Automotores e Autopeças (-0,56%), que foram os setores que mais influenciaram o cálculo do indicador total da região.

COMÉRCIO EXTERIOR

No período de janeiro a agosto de 2019, as indústrias da região de Campinas registraram um volume acumulado de exportações de US$ 2,244 bilhões. As importações da região no mesmo período foram de US$ 7,269 bilhões. As exportações no mês de agosto foram de US$ 306,10 milhões e as importações US$ 988,90 milhões.

O agravamento político da crise na Argentina prejudica o comércio exterior brasileiro, afinal, o país vizinho que é o terceiro maior comprador de produtos nacionais, vem enfrentando uma longa crise econômica e vem reduzindo as importações das mercadorias no mundo e também do Brasil.

A participação argentina encolheu 40% nas exportações nacionais no acumulado de janeiro a julho, em comparação com o mesmo período do ano passado. Para os analistas a piora do cenário político gera incertezas e ruídos, mas a expectativa é de que o efeito na economia seja pequeno.

"A tensão no mercado financeiro não é por causa de uma possível vitória do candidato de oposição na Argentina, o mais importante é ver como serão as relações entre os países. Se houver uma postura pragmática de negociação e de manutenção de relações, a priori não teremos um agravamento da situação", afirmou Anselmo Felix Riso, diretor do Departamento de Comércio Exterior da Ciesp.


Fonte: Acidade ON

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