• Higor Salles | Canal 8

Motoristas do transporte escolar ficam sem renda


A crise econômica provocada pela pandemia do novo coronavírus afetou diversos setores, deixando praticamente sem renda uma parcela importante da população economicamente ativa. Os motoristas do transporte escolar fazem parte deste grupo, que desde o início da quarentena estão sem serviço. Escolas e faculdades seguem sem aulas presenciais e de uma hora para a outra, os profissionais ficaram sem clientes.

A categoria foi uma das primeiras a sentir o golpe, já que uma das primeiras providências tomadas para combater a pandemia foi exatamente a suspensão das aulas. Em Campinas, por exemplo, a Unicamp foi a primeira instituição de ensino do país a suspender as atividades presenciais, antes mesmo do estado decretar a quarentena. E durante cinco meses, os trabalhadores seguem sem ter certeza de quando as coisas vão caminhar para uma situação de normalidade.

Reginaldo trabalha há 11 anos no transporte escolar e disse que nunca presenciou uma crise tão severa quanto essa. Ele afirma que para sobreviver tem de fazer bicos, que vão desde a confecção de máscaras até em oficinas de caminhões. “A gente tem sobrevivido aí com a graça de Deus. Tenho feito alguns bicos, eu costurei máscaras, já fiz bico de tapeceiro e ultimamente eu tenho trabalhado bastante numa oficina mecânica de caminhões”, afirma.

Há 20 anos no setor, Antônio Carlos, disse que está parado desde o início de março e reclamou que a categoria não recebeu nenhum tipo de ajuda. Ele disse que também teve de recorrer aos bicos para sobreviver. “A minha sorte é que, eu moro com a minha mãe e a minha esposa trabalha. É o que está mantendo a gente, porque tem gente que está vendendo máscara para sobreviver. A gente solicitou o auxílio emergencial do governo, mas o pedido foi negado para todo mundo. A nossa situação está complicadíssima”, lamenta. Em Campinas, ainda não há previsão para o retorno das aulas.


Fonte: CBN Campinas

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