• Higor Salles | Canal 8

Qualidade do ar e de rios melhora com isolamento


Imagem do acervo

A quarentena obrigatória causada pela pandemia do novo coronavírus teve impacto ambiental positivo em todo o planeta. Imagens de satélite da NASA, nos Estados Unidos e  da Agência Espacial Europeia mostraram uma redução significativa nas emissões de dióxido de nitrogênio nas principais cidades da China, nos últimos dois meses. Entre 3 de fevereiro a 1º e março, as emissões de CO2 na China diminuíram pelo menos 25%, de acordo com o Centro de Pesquisa em Energia e Ar Limpo.

Na Itália, os famosos canais de Veneza, que levam fama de poluídos e com mau cheiro, tiveram uma diminuição tão drástica no tráfego que foi possível registrar fotos de águas claras e peixes que voltaram ao seu habitat. A advogada Renata Franco, especialista em Direito Ambiental e Regulatório, informa que no Brasil, especialmente nas regiões metropolitanas de São Paulo e Campinas, também houve melhora neste início de outono.

A diminuição da produção industrial também contribuiu para melhorar a qualidade do ar, segundo a especialista. O Brasil, assim como outros países, teve metas estabelecidas de diminuição da poluição em escala gradativa, por meio de acordos internacionais. Renata Franco afirma que mesmo que políticas na área não tenham dado certo, o país pode chegar aos números que se comprometeu a atingir.

O problema é saber como conservar o meio ambiente depois que a pandemia passar e as pessoas voltarem às atividades normais. Para a especialista em Direito Ambiental, a quarentena é uma época para se adquirir e manter novos hábitos.

Os acordos de Kyoto e Paris tentam colocar um limite máximo de 2 graus acima da média atual em 2030. Segundo Renata Franco, caso esse número seja ultrapassado, há sérios riscos para a saúde da população do mundo.


Fonte: CBN Campinas

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