Sem prazo para volta, campus segue vazio


Foto: Leandro Las Casas

O campus da Universidade Estadual de Campinas não tem prazo para voltar a receber o fluxo diário de 50 mil pessoas. Na última prorrogação da suspensão das atividades, no início do mês, a reitoria não definiu data de validade para a medida. Com isso, quem está acostumado com o movimento de estudantes, percebe a diferença nas ruas, prédios e praças vazios.

A reportagem esteve na região do Ciclo Básico, onde só encontrou trabalhadores da manutenção e da segurança interna. Lanchonetes e restaurantes estavam fechados e havia pouca circulação de funcionários nos departamentos e centros. Quem acessa de carro, só vai encontrar veículos e pedestres na entrada da saúde, mais próxima do Hospital de Clínicas.

O complexo, aliás, destoa de todo o resto, já que é uma das instituições de referência contra o novo coronavírus. Apesar de protocolos sanitários e regras de distanciamento, a unidade segue recebendo grande número de pacientes. Mesmo assim, em uma cafeteria em frente ao Centro de Atenção Integral à Saúde da Mulher, o Caism, o faturamento caiu.

O responsável pelo estabelecimento, que não quis gravar entrevista, conta que o lucro teve redução de 80% na pandemia. Com sete funcionárias, teve que reduzir salários, mudar escalas e se adequar a todas as restrições de funcionamento. Ao longo dos últimos quatro meses, no entanto, reclama que só conseguiu desconto no aluguel no último mês.

A Unicamp suspendeu as aulas em 13 de março e foi a primeira universidade pública do Brasil a tomar a medida.


Fonte: CBN Campinas

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